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Quinta, 31 Janeiro 2013

VIOLÊNCIA CONTRA A PESSOA IDOSA

 

O envelhecimento populacional é um processo universal, marcado por mudanças biopsicossocial inerente ao processo da vida que varia de indivíduo para indivíduo.

Estudos mostram que o envelhecimento populacional representa a maior conquista da humanidade.

No Brasil, a população de idosos registrou um aumento proporcional na última década, passando de 9,1% do total em 1999 para 11,3% em 2009, dados divulgados pelo IBGE. Projeções estatísticas da Organização Mundial da Saúde – OMS aponta que o período de 1975 a 2025 será a era do envelhecimento, a população de idosos no país crescerá 16 vezes colocando o Brasil no ranque da sexta população idosa do mundo, ou seja, mais de 32 milhões de pessoas com mais de 60 anos ou mais. O ritmo de crescimento tem sido sistemático e consistente, esta tendência se manterá segundo Pesquisa Nacional por Amostra por Domicílio – PNAD 2011.

A aprovação do Estatuto do Idoso, Lei Nº 10.741, de outubro de 2003 destina a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. No seu art. 4º, determina que "nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da Lei". O lugar do idoso no Brasil foi redefinido através desse estatuto. A população idosa foi inserida a esfera política, no mundo do trabalho, na produção da cultura e da vida social.

Apesar de muitos indicadores positivos, paradoxalmente, a pessoa idosa é vitima de varias formas de violência. Esta violação dos direitos humanos levou a Organização das Nações Unidas – ONU e a Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa – INPEA instituírem o dia 15 de junho como o Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa. Este fenômeno representa um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Este tipo de violência acontece em todas as raças, classes sociais, religiões, escolaridades, etnia e sexo. Estudos revelam que o idoso que sofre mais violência é, na sua maioria, do sexo feminino, solteira/viúva, de 75 anos ou mais, baixa escolaridade e que apresenta alguma doença neurológica, reumática ou psíquica (Manual para Atendimento ás Vitimas de Violência, 2009).

Os números de ocorrência de violência contra a pessoa idosa muitas vezes é subnotificada, não revelando a magnitude do problema. Este tipo de violência na maioria das vezes é repetitivo e continuo causando grande sofrimento psíquico como o medo e tensão, revelando doenças psicossomáticas e podendo leva-lo a óbito. Existe uma conspiração do silêncio por parte da vitima. Não é fácil para o idoso quebrar este silêncio, visto que a maioria dos casos acontece no âmbito familiar e são praticados pelos seus companheiros, filhos, netos parentes próximos ou cuidador. A violência algumas vezes revela ao idoso o sentimento de incapacidade de enfrentar o problema, levando-o a solidão e ao isolamento e consequentemente a desenvolver um quadro depressivo grave.

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A Secretaria Especial do Idoso do Distrito Federal oferece um atendimento especializado de ouvidoria para a pessoa idosa, assim como, orientação jurídica, psicológica e social. Em caso de violência, é imprescindível que faça a ocorrência policial para que o agressor seja responsabilizado e, em seguida, denuncie contatando à Secretaria Especial do Idoso - DF pelo telefone: (61) 3355-8001 ou 3355-8008 ou por email: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou www.idoso.df.gov.br

Elza Maestro, psicóloga/neuropsicologa CRP-01/11915.

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